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quinta-feira, 24 de março de 2011

Poesia?

ALITERAÇÕES E DUAS ONOMATOPÉIAS NO TRIGAL 


                                                                  a Tatiana Machado

O debulho de existir 
É auto-debulho 
Eu não sou trigo 
E no entretanto trago o cigarro apagado 
Se um dia o for tragar 
Será possível torrar o trigal amarelo 
Com o fósforo do devir. 

A existência precedeu a essência 
Porque a essência nunca se decidiu em ser 
O que vem depois do nada é o estampido 
Pois não se morre estalando os dedos 

Certo estou de não ser trigo 
E de que é auto-debulho buscar a essência 
Sem maneira de a ter. 

De mais a mais 
Na triga existência táctil de projétil e aleurit(o) 
Sempre pode o estampido 
Valer pelo ceifar da colheitadeira. 

Zlapt! Stuumm! 

                                                                         junho de 2004.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Mas é carnaval

Terminei hoje a transição canalha dos textos do antigo endereço deste blogue (http://julianomachado.blog.terra.com.br/). Tudo quanto vai aí para trás e que contém nas etiquetas a palavra arquivo, não é senão texto requentado da página anterior. Oquei, eu realmente queria que o endereço novo contivesse os textos antigos, primeiro porque denotam um pouco do que foi o idéia original de criação deste espaço (uma vez que ofuturoadeuspertence), segundo porque não tenho tantas coisas razoáveis o suficiente para serem publicadas, se abro mão das quinquilharias anteriores, fico sem pai e mãe.

Chamei de canalha a transição de textos porque ela foi mesmo canalha: lancei os postes da outra página mais ou menos um por dia, e mesmo assim com intervalos aos finais de semana. Isso me dava tempo de não produzir nada e manter o blogue porcamente atualizado (atualizado na data, para o incauto que lê lá o dia da semana seguido do mês e o ano).

A verdade é que não sei mais o que fazer com esta Bazófia. Ainda não quero desistir dela, tampouco sei como continuar. Aqui chegamos, então, no cerne desta explicação: acabaram-se os textos antigos, terei de escrever novos e não tenho tido paciência sequer para tomar banho, que dirá produzir.

Eu não tenho vergonha na cara. Então continuo com o blogue e peço uma licença, se os poucos leitores que sobraram (nem sei quantos são... a Veridiana, a Jú Pacheco?) me permitem: volto depois do carnaval, a sério, tentando manter o blogue vivo com novas tentativas de tentar dizer alguma coisa que preste.